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2003/09/16

Agora vou escrever o mais belo poema de todos os tempos, 

disse o poeta, pegando na caneta e endireitando-se na cadeira. Mas, ao contrário do que seria desejável, a sua sombra muda, que o sol projectava sobre o papel branco, foi deslizando, tombou da escrivaninha e estatelou-se no solo. Fica para a próxima, disse o poeta, por fim. E foi jantar (porque podia).

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