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2003/09/28

Ah! Agora é que vou escrever o mais belo poema de todos dos tempos, 

disse o poeta, pegando na caneta e endireitando-se na cadeira, muito entusiasmado. As sombras estavam presas à luz imóvel do candeeiro, delas não viria traição, uma noite deserta colara-se à janela, as coisas do escritório consentiram num silêncio circunspecto, a folha branca reluzia e o bico da caneta estava carregado. Mas, ao contrário do que seria desejável, o seu estômago estalou e uma vontade de comer pastéis de nata brotou-lhe na boca. Pastéis de nata quentinhos, fumegantes, com canela.
Fica para a próxima, disse o poeta, por fim. E foi até uma pastelaria que abre de madrugada, não muito longe dali. (Foi porque podia, claro).

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