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2003/10/07

É agora! Agora é que vou escrever o mais belo poema de todos dos tempos, 

disse o poeta, pegando na caneta e endireitando-se na cadeira, muito entusiasmado. Tinha o sol nos olhos e tudo estava iluminado, resplandecendo em cores francas, o bico dourado da caneta prestes a formular magia em azul-marinho sobre o céu branco da folha. Mas, ao contrário do que seria desejável, uma nuvem cinzenta de saudades veio passando sob a escrivaninha.
Fica para a próxima, disse o poeta, por fim, trepando para a nuvem. E foi passear pelas ruas da cidade, mãos nos bolsos. (Foi porque podia, naturalmente...)

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