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2003/10/26

Agora é que vai ser! Agora é escrever o mais belo poema de todos os tempos 

disse o poeta, desligando o computador com um clic definitivo, afastando da escrivaninha o teclado e puxando para si o caderno. Sentia-se exausto, doridos os olhos, os ombros e a vontade.
"A gordura do salmão..."
Ao contrário do que seria desejável, foi tudo o que conseguiu raspar com a ponta da caneta na superfície gelada da folha. Fica para a próxima, disse o poeta, por fim, desligando o caderno com um clic definitivo. E foi lavar a louça do almoço. (Foi porque a namorada lho exigia. E depois? Há azar?...)

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