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2003/10/10

Agora é que vai ser! Ah! Agora é que vou escrever o mais belo poema de todos dos tempos, 

disse o poeta, pegando na caneta, endireitando-se na cadeira, coçando a nuca num frenesim. Ainda trazia nos lábios um beijo da amada e nos braços o frémito do seu corpo nu. Sentia alegria suficiente para deslocar da órbita o globo terrestre inteiro, elevá-lo acima da cabeça e soltar um grito. Mas, ao contrário do que seria desejável, o eco de um suspiro da pele dela percorreu a casa e bateu-lhe ao de leve na face, ferindo-o com um sorriso.
Fica para a próxima, disse o poeta, por fim, regressando ao quarto. E foi refugiar-se outra vez no segredo do colo dela. (Foi porque podia, obviamente, disso não há dúvidas...)

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