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2003/10/30

Ontem  

ia na rua e dei com um colega que não via há muito. Cumprimentamo-nos, efusivos e alegremente surpreendidos. Mas logo lhe detectei, sobre tudo o mais, alguma reticência e perplexidade. Como eu as estranhasse, o colega sentiu-se na obrigação de explicar, algo embaraçado, que não esperava encontrar-me ali pois me tinha como morto. Constara-lhe que eu tinha batido a bota, esticado o pernil, ido desta para melhor, há já uns meses, num acidente brusco e trágico, uma coisa assim. Uma notícia que lhe provocou franco pesar, até porque eu era um tipo novo, com muita vida pela frente e etc. Eu achei aquilo deveras intrigante e adiantei a hipótese de tudo não passar de um mero boato, como muitos que por aí nascem. Ele aceitou essa probabilidade e fez votos sinceros para que assim fosse. Acrescentou, todavia, que nisto dos boatos ele nunca há fumo sem fogo. Concordei. Combinamos almoçar um desses dias e despedimo-nos pois estávamos ambos atrasados.

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