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2004/03/10

Socorro!... Rápido, é agora que tenho de escrever o mais belo poema de todos os tempos, porra!, 

disse o poeta mal abriu os olhos, emergindo esbaforido do sonho, ainda com resíduos viscosos na cara, braços e ombros. Estivera a sonhar consigo próprio a aperceber-se da sua própria singularidade e da fragilidade da sua identidade, dotada de absoluta permeabilidade à relatividade da fronteira entre a mediocridade e genialidade... Sentado ao balcão de um bar. Ficou tão enjoado que teve de acordar para se livrar desta repetição viciosa. Era urgente alinhar palavras redentoras e, de preferência, isentas de rima.
Mas, ao contrário do que seria desejável, e apesar do sol espreitar, muito curioso, pelos orifícios da persiana, o conforto da caminha quente e o facto de ainda só serem 7.45 da manhã concederam-lhe uma repentina e amorável esperança.
Fica para a próxima, disse o poeta, por fim, aconchegando-se melhor e virando-se para o outro lado.
E deixou-se adormecer até às 8.00H. (Deixou-se adormecer até às oito porque podia e porque só então tocaria o despertador…)


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