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2004/06/14

É agora, é agora que vou escrever o mais belo poema de todos os tempos,  

disse o poeta ontem, Domingo, às três da tarde, no preciso momento em que dava o vigésimo quarto passo da série de cinquenta passos (sessenta no máximo) que definiu como suficientes para atravessar a superfície plana da frigideira em que se tornara aquela Praça do centro da cidade sob um sol gordo e insolente.

Mas, ao contrário do que seria desejável, não seriam cinquenta nem sessenta, aquilo foi preciso mais de cem passos ou o caraças para chegar ao quase refúgio na sombra escaldada da parede do prédio mais próximo, livra!...
Fica para a próxima, disse o poeta por fim, praguejando em dois vocábulos rancorosos e lançando o corpo para dentro de uma cervejaria com ar condicionado que lhe acenou da esquina.
(Lançou o corpo para dentro de uma cervejaria porque podia e porque tinha no bolso uma abençoada moeda de dois euros que lhe sobrara do almoço. Olaré!...)

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